Paris, Onde o Amor tem o nome CHAS

Paris não é apenas uma cidade para nós. Paris é um capítulo inteiro da nossa vida, um cenário eterno do nosso amor. Já lá fomos várias vezes, e cada vez é como a primeira. Mas há duas datas que a tornam única: 2016, o ano em que a pedi em casamento num cruzeiro noturno no Sena, e 2018, o ano em que escolhemos começar aqui a nossa lua de mel.

Dizem que Paris é a cidade do amor, mas para nós, Paris é o nosso amor. Cada rua, cada monumento, cada café de esquina guarda uma memória, um sorriso, uma promessa.

O Pedido no Sena – 2016

Era noite. As luzes de Paris refletiam-se nas águas calmas do Sena. Estávamos num cruzeiro romântico, embalados por música suave e o murmúrio discreto da cidade. A Torre Eiffel brilhava mesmo à nossa frente, e naquele momento, o tempo suspendeu-se. Peguei a mão da Aninha, que queria tirar mais uma foto à nossa Torre, olhei-a nos olhos e perguntei se queria casar comigo. Ela disse que sim.
E nunca mais fomos os mesmos.

Esse momento ficou gravado em nós como um selo de eternidade. E é por isso que sempre que voltamos a Paris, fazemos questão de reviver essa noite, nem que seja apenas com um passeio à beira-rio, de mãos dadas e corações cheios.

A Lua de Mel – 2018

Começámos aqui a nossa lua de mel. Porque não podia ser noutro lugar. Queríamos uma viagem feita de beleza, de partilhas, de descobertas e de olhares cúmplices. E Paris deu-nos isso tudo… e mais ainda.

Subimos até Sacré-Cœur, deixámos que a vista nos tirasse o fôlego, e depois perdemo-nos nas ruelas do bairro de Montmartre, onde o tempo parece não passar. Cada esquina tem uma história, cada varanda tem flores, cada escadaria leva a um beijo roubado.

A Torre Eiffel continua a ser aquele momento em que o coração salta no peito, especialmente para a Aninha. Sempre que a vê, os olhos brilham e ela sorri com aquela alegria pura que tanto amo. É um ritual: vê-la ali, frente à torre, é como se o nosso amor se renovasse.

Os nossos cantinhos favoritos

Em Paris temos os nossos lugares secretos, os pequenos rituais que tornam cada viagem única:

  • A visita à loja da Lindt da Ópera, onde o cheiro a chocolate nos recebe como um velho amigo.
  • Os passeios pelas margens do Sena, onde o tempo abranda e o silêncio sabe bem.
  • O mercado matinal de Reuilly, onde nos sentimos mais parisienses do que turistas, e onde o café Delta com um pastel de nata nos faz sorrir.
  • O terraço das Galeries Lafayette, com aquela vista imensa sobre os telhados de Paris. Paramos, respiramos fundo, e ficamos em silêncio. A cidade está ali, aos nossos pés, e o amor no ar.
  • Um crepe partilhado na La Crème de Paris, os passos leves pelas ruas de Île Saint-Louis, as descobertas ao acaso no Quartier Latin, onde nos perdemos de propósito só para nos encontrarmos de novo.
  • O Canal Saint-Martin, tão tranquilo, tão nosso. Em 2025, ficámos alojados ali, no Stay City, e foi uma das estadias mais românticas de sempre. A zona tem charme, vida, e aquele “je ne sais quoi” que só Paris sabe ter.

Momentos únicos, sempre nossos

Fazer um cruzeiro ao fim da tarde no Sena continua a ser obrigatório — não há melhor maneira de ver a cidade transformar-se em ouro sob o pôr do sol. Recomendamos comprar bilhetes na Groupon.fr, uma dica prática que nos tem acompanhado em várias viagens.

E claro, descer os Campos Elísios, mesmo sem entrar em nenhuma loja, continua a fazer-nos sorrir. E como eu adoro o sorriso da Aninha

Os nossos conselhos de viajantes apaixonados

  1. Evitem o metro sempre que possível. Paris merece ser vista à superfície. Se usarem o metro, levem a mochila à frente e evitem levar coisas nos bolsos.
  2. Preferimos sempre andar a pé ou de autocarro — é mais bonito, mais calmo, mais seguro.
  3. Do aeroporto de Orly, podem apanhar o Tram 7 e depois um autocarro. É barato e tranquilo.
  4. Se forem dois ou mais, o Uber compensa na ida para o aeroporto — mas não se esqueçam que vai demorar pelo menos uma hora de viagem desde o centro.
  5. Evitem o aeroporto de Beauvais. É muito longe e pouco prático.
  6. Usem a app da RATP para os transportes. Funciona muito bem e evita chatices.
  7. Não comprem bilhetes a ninguém na rua — um problema quase resolvido, felizmente.
  8. Provem um macaron, um crepe, e percam-se pelas ruas. Isso é Paris.

Paris é um espelho do nosso amor

Cada vez que voltamos, voltamos diferentes. Mas a cidade, essa, recebe-nos sempre da mesma forma: com luz, encanto e promessas.

Um dia havemos de voltar, a sós ou com mais…. Contar-lhes a nossa história. Mostrar-lhes onde tudo começou. Porque Paris não é apenas um destino no mapa — é um lugar no coração. E o nosso estará sempre lá, à beira do Sena, junto àquela torre onde tudo mudou em 2016.

Merci, Paris. Por seres o cenário do nosso amor.

Com ternura,
Carlos & Aninha

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