Dubrovnik: abraços que atravessam o mar

A nossa viagem pela Croácia em 2022 foi uma aventura em crescendo, cheia de paisagens que nos roubaram o fôlego, cidades cheias de alma e momentos que nos aqueceram o coração. Começámos em Zagreb, uma capital vibrante e acolhedora, onde o velho e o novo se cruzam a cada esquina. Caminhámos pelas ruas animadas do centro, saboreámos os cafés tranquilos e sentimo-nos logo envolvidos por aquele espírito europeu com um toque dos Balcãs.

De Zagreb seguimos rumo ao mar — e que mar! Em Zadar, descobrimos um pôr do sol lendário (dizem que é o mais bonito do mundo — e talvez tenham razão). Ouvimos o som hipnótico do Órgão do Mar e sentámo-nos a admirar o mar Adriático como se o tempo tivesse parado. Em Split, deixámo-nos perder no labirinto de pedra do Palácio de Diocleciano, entre roupas estendidas nas varandas e gelados com sabor a verão.

Depois veio a ilha de Brac, com as suas praias de seixos brancos e água cristalina. Por momentos, pensámos que tínhamos chegado ao Caribe. A travessia de ferry foi tranquila e os dias passavam devagar, como deve ser quando se está num lugar tão sereno.

Mas foi em Dubrovnik que o coração bateu mais forte. Ali, fomos ao encontro da Mariana e do Maro, amigos do coração, que nos receberam com um abraço apertado e sorrisos sinceros. Eles mostraram-nos a cidade com os olhos de quem lá vive — e isso fez toda a diferença. Percorremos as muralhas, rimos em esplanadas escondidas, brindámos à amizade e partilhámos histórias com sabor a mar.

Deixámos Dubrovnik com saudade mas com o coração cheio, e seguimos para Montenegro, onde a beleza natural e a hospitalidade nos continuaram a surpreender. A estrada serpenteava pela costa, entre baías calmas e aldeias pitorescas, e cada curva parecia uma pintura nova.

Dica:
Se fizeres este percurso, planeia tempo em cada paragem — e leva o coração aberto. O Adriático não se vê: sente-se.

Reflexão:
Há viagens que são feitas de paisagens, e outras feitas de pessoas. Esta foi das duas — e ficará para sempre connosco, como um postal que nunca se perde.

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